SC - Brazil
Não tem meio termo. Se tratando do Flamengo, você precisa escolher entre amar e odiar, porque sob nenhuma circunstância é possível ignorá-lo.
Não acredita? Então, basta dizer a alguém que acabou de conhecer que você é Flamenguista. Ou a pessoa irá sorrir e falar “Eu também sou”, ou irá torcer o nariz e tentar te dissuadir desse terrível mal. Não existe uma terceira reação concebível.

Há algo particularmente peculiar sobre o Flamengo que desperta uma paixão enlouquecedora em uns e um ódio descomunal em outros.
Quando o Flamengo entra em campo para dar início a uma partida decisiva, rouba todas as atenções para si. Entre os que esperam pela sua queda até os que torcem pela sua glória, todo o Brasil para, se senta diante da televisão e prende o fôlego.
A torcida do Flamengo é enorme e assombrosa. São 40 milhões de adeptos, um volume superior à população da maioria dos países na América Latina. Estão em todos os lugares, norte a sul do Brasil. Vêm em todas as cores, tamanhos, gêneros e classes tendo como único denominador em comum o amor injustificável pelo rubro-negro carioca.

Também é extenso o grupo dos que o desprezam. Se o Flamengo é a maior torcida do Brasil, os seus odiadores estão logo atrás, lançando insultos e vaias, perseguindo o juiz para tirar crédito dos resultados… Sempre na expectativa do pior, porque a “mulambada” é chata, barulhenta e absurdamente presunçosa.
Se o Flamengo ganha tem fogos, rojões, música, palmas, brigas, bombas, cantos e gritos. Como alguns diriam, “As ruas viram o inferno”.
Chega a ser irônico, um lado faz do Flamengo uma religião, uma instituição tão forte e perene quanto a própria Igreja Católica. Já o outro está convicto de que o clube tem um pacto com Satanás em pessoa.

Pouco importa de qual lado você está. De qualquer maneira a premissa no início deste texto se mantém. Amando ou odiando o Flamengo, o fato é que não dá para simplesmente ignorá-lo e isso está além de uma boa temporada ou dos títulos que podem ou não vir a ser conquistados.
O Flamengo é um marco nacional, assim como o Cristo Redentor, o Carnaval e o próprio Rio de Janeiro. Ele intensifica as rivalidades, eleva as temperaturas e conquista cada vez mais território. Pelas boas ou pelas más, é sempre assunto entre os amantes do esporte.
A verdade é que o futebol brasileiro precisa que o Flamengo exista, precisa dele para respirar melhor, porque é quem o torna um pouco mais cativante.
